domingo, 5 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Segundo
Muito difícil trabalhar. Vou pra mesa. Como a unha. Olho em volta. Suspiro. Fumo um cigarro. Corto um pedaço de papel. Colo. Acho ruim. Passo o branco. Risco. Recorto. Jogo fora. Suspiro. Sinto sono. Saio da mesa. Subo as escadas. Faço um café. Como a unha em pé na cozinha. Meus dedos doem, a ponta dos dedos doem. Só mais um pedacinho e eu prometo que paro, mas não paro, um pedacinho levanta outro pedacinho, e vamos embora até os ossos. Lembro da mesa, do papel, da tinta que ficou exposta. Preciso lavar os pincéis pra não arrumar encrenca. As horas passam, e nada acontece.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Primeiro
Essa primeira mensagem parece ser a mais difícil. Vou escrever nesse blog o meu processo criativo. Vou contar das dificuldades de seguir em frente com o trabalho de pintura. A dificuldade de ir pro ateliê. De cuidar do meu filhote e ainda assim encontrar tempo para pintar e colar papéis. Vou escrever as minhas impressões e tentar retomar o meu contato com a palavra.
Recentemente li uns textos meus e custo a acreditar que foram escritos por mim. Textos realmente bons. Vou postar uns aqui também. São textos dadilografados em sua maioria, portanto, vai depender um pouco da minha boa-vontade de digitá-los.
Recentemente li uns textos meus e custo a acreditar que foram escritos por mim. Textos realmente bons. Vou postar uns aqui também. São textos dadilografados em sua maioria, portanto, vai depender um pouco da minha boa-vontade de digitá-los.
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